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Cinema e literatura

Dica de filmes - 3 filmes para ver com a sua irmã

04/09/2020 - Taíla Quadros
#a vida invisível de eurídice gusmão #cinema #entre irmãs #filmes #literatura #Netflix #por lugares incríveis

Recentemente eu assisti no mesmo final de semana (essa pandemia tem me feito atualizar a lista de filmes vistos) três filmes com a temática irmãs e os três baseados em livros. Foi sem querer, mas depois que percebi isso achei interessante compartilhar com vocês as dicas. Sou filha única, mas quem tiver irmãs aí, talvez derrame algumas lágrimas a mais.

 

Nesses tempos de isolamento social fica a sensação de que temos que fortalecer os nossos laços e de como a família é fundamental na nossa vida. Segura essas dicas:

 

Entre irmãs

 

Baseado no livro A Costureira e o Cangaceiro de Frances de Pontes Peebles.

 

Mulheres fortes em busca de mudar a sua realidade

 

Pernambuco, década de 1930. Luzia (Nanda Costa) e Emília (Marjorie Estiano) são irmãs que vivem na pequena Taguaritinga do Norte, ao lado da tia Sofia (Cyria Coentro), que lhes ensinou o ofício de costureira. Enquanto Emília sonha em se mudar para a cidade grande, Luzia se conforma com a realidade ao mesmo tempo em que lida com as dificuldades de ter um braço atrofiado, por ter caído de uma árvore quando criança. A vida destas três mulheres muda por completo quando o cangaceiro Carcará (Júlio Machado) cruza seu caminho, obrigando-as a costurar para o bando que lidera.

 

Aqui a gente percebe a delicadeza da história nas doloridas escolhas que as irmãs têm que fazer a partir dos caminhos que a vida as levou e que muitas vezes o sonho não é tão dourado assim. Acho que isso pesa muito para a história dessas mulheres onde a mudança de vida depende de um homem e não apenas de suas próprias escolhas. Muito me emocionou vê-las tomando as rédeas das próprias vidas e fazendo o melhor possível dentro das suas buscas e possibilidades.

 

 

Por lugares incríveis

 

Baseado no livro de mesmo nome de Jennifer Niven.

 

Esses bonitinhos <3

 

Dois adolescentes que estão passando por momentos difíceis criam um forte laço quando embarcam em uma jornada transformadora para visitar as maravilhas de Indiana. Vamos melhorar essas sinopses, Netflix?

 

Temos como história principal os personagens Violet e Finch, tudo começa com o luto de Violet que perdeu a sua irmã em um acidente. Elas eram melhores amigas e isso fez com que ela não conseguisse seguir em frente e ver sentido em ser feliz novamente. Finch traz uma nova perspectiva sobre a vida para a Violet e vemos que ele também possui uma carga bem grande, a gente sabe que tem algo de errado, mas não entende o que.

 

Me chamou muito a atenção o fato de ele sinalizar com post its as coisas que o fizeram feliz em cada dia, como ele mesmo disse: cada pequena coisa conta. E isso é verdade, em meio a tanta nebulosidade na vida, quem já passou por situações fortes e dificuldades relacionadas à saúde mental sabe de como não é fácil encontrar luz e paz em meio tanto caos e escuridão.

 

 

A vida invisível

 

Baseado no livro A vida invisível de Eurídice Gusmão a Martha Batalha.

 

Como eu torci por essas mulheres

 

Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha, e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor (Gregório Duvivier).

 

Enquanto o Brasil inteiro falava de Bacurau (que é um filmaço, by the way) A vida invisível de Eurídice Gusmão estava ali sendo citado apenas quando desbancou Bacurau para entrar na seleção de melhor filme estrangeiro para o Oscar. Foi assim que fiquei conhecendo o filme e a curiosidade de assistir, estava instalada.

 

Um drama bem dolorido que mexeu muito comigo. Não tenho irmãos, mas acompanhar a vida de Eurídice e sua irmã Guida, foi cru, foi real e ao mesmo tampo tão comum, tão o que acontece todos os dias há tantos anos com tantas mulheres que torna tudo ainda mais poderoso, não nos deixa virar o olhar, nos obriga a prestar a atenção para o que muitas vezes a gente finge não ver.

 

Tudo isso ainda com uma história de separação que poderia ter sido resolvida com mais diálogo e menos onipotência masculina.

 

 

Essas três histórias trazem um olhar sensível sobre a vida das mulheres em diferentes contextos e épocas. Mostrando que somos mais atraentes quando somos felizes, obedientes e servis e o quanto os desejos, ambições e vontades próprias são podados em tantos níveis diferentes que nos anestesiam.

 

Os três filmes me deixaram com um sentimento de melancolia que nem sempre a gente quer ter, mas como é importante acolhermos e nos permitirmos sentir tudo o que vier sem vergonha e independente da beleza que isso tem para o mundo exterior. Não estamos aqui para sermos belas como meros enfeites, estamos aqui para ser.

 

Ao mesmo tempo, se apoderou de mim um sentimento de orgulho de ver tantas mulheres maravilhosas representando histórias extremamente fortes e tão relevantes. Ainda mais com duas produções nacionais. Desculpem os preconceituosos (com certeza, por total desconhecimento), mas as produções nacionais também são foda.

 

Você já assistiu algum desses filmes? Comenta aqui.

 

Fonte fotografias: Google Imagens/Divulgação

 

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