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A Mulher de Preto - Resenha

19/11/2014 - Fábio Bachi
#terror #a mulher de preto #Daniel Radcliffe #suspense #harry potter

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Escrito por Susan Hill em 1983, a Mulher de Preto é um livro que merece uma leitura com abordagem diferente. O livro ganhou destaque novamente quando foi adaptado para os cinemas em 2012 – filme estrelado por Daniel Harry Potter Radcliffe. Por ter sido escrito há tanto tempo, os elementos de terror utilizados na obra, hoje são extremamente clichês, porém, de maneira alguma isso diminui a experiência incrível de leitura do livro, apenas deve-se lembrar de que o terror de 30 anos atrás era completamente diferente do atual. Entretanto, não espere levar sustos estarrecedores durante a leitura. Susan Hill sabe muito bem como construir uma atmosfera e clima tensos e perturbadores, mas não se utiliza de monstros desfigurados e cenas horrendas.


O livro nos apresenta Arthur Kipps, um ex-sócio inglês de um escritório de advocacia, que redige suas memórias de muitos anos atrás, quando ainda era um advogado novato. Ele nos leva a Crythin Gifford, uma pequena cidade na Inglaterra, conhecida por seus pântanos e a famosa neblina de filmes antigos de terror. Ele tem a missão de realizar o inventário da senhora Drablow, que vivia em uma casa longínqua, cercada por pântanos e inacessível durante a maior parte do dia.


A partir daqui, Kipps tem contato frequente com uma mulher vestida de preto – não relacione a cor a mais um dos clichês, existe muito mais escondido nisso – mas, a autora soube como diferenciar seu livro em tais instantes. Nada de janelas batendo, correntes arrastando ou portas se fechando sozinhas. A não ser por uma bem-vinda companhia canina, Arthur está sozinho na casa, o que torna o clima extremamente pesado. Some os sons chamando a atenção do advogado, presenças estranhas por toda a casa e o fato de ele estar isolado na antiga mansão por conta do pântano, e você tem um sentimento de solidão e repulsa pela casa, mas também não consegue parar de ler para poder descobrir o mistério envolvendo a mulher de preto.


Aos que assistiram ao filme e acham que não ganharão nada ao ler o livro, aviso: mesmo que todas as adaptações para mídias diferentes das originais tenham suas diferenças e características próprias, você vai se surpreender com toda a história, principalmente com o final, que destoa 100% da versão cinematográfica, chocando (principalmente a mim) a todos os que esperam o mesmo desfecho.

 

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