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O Zahir - Resenha

04/07/2017 - Taíla Quadros
#Editora Rocco #livro #opinião #Paulo Coelho #resenha
O Zahir - Resenha

Sempre falo para vocês sobre desbravarmos outros tipos de leitura diferentes do que estamos acostumados, não é verdade? Então hoje vou compartilhar com vocês a minha experiência de ler um autor que ainda nunca tinha lido nada.

 

 Estou falando de Paulo Coelho. Sempre ouvi falar do autor que divide opiniões de crítica e do público. Não sei porque exatamente nunca tive muito contato com as obras dele e nunca fui em busca para conhece-lo melhor. Ficava apenas no: um dia vou ler. Pois bem, esse dia chegou. Em uma troca realizada na biblioteca do SESC de Caxias do Sul, escolhi esse livro que estava à disposição para entrar na minha nova jornada literária. Alguns amigos comentaram que eu poderia ter começado por obras mais populares como O Alquimista e O Diário de um Mago, pois bem, esse era o livro que estava disponível, então foi por ele que decidi começar.

 

SINOPSE: Segundo a tradição islâmica, o Zahir é algo ou alguém que acaba por dominar completamente o pensamento, sem que se possa esquecê-lo em momento algum. Para o narrador do romance de Paulo Coelho, o Zahir é sua esposa, Esther, com quem é casado há mais de dez anos. Tudo parecia ir bem entre eles, até o dia em que ela desaparece sem deixar vestígios. A polícia cogita hipóteses de seqüestro, assassinato e envolvimento com terroristas - já que ela era correspondente de guerra no Oriente Médio -, porém não chega a uma conclusão. Mas ele, o marido, sabe a resposta - ela simplesmente o abandonara sem se despedir, sem dizer para onde ia nem por que fazia isso. Esther saiu de sua vida e terminou ocupando sua mente pois, diante de tantas perguntas sem respostas, para ele se tornou impossível parar de pensar nela. Por que ela desistiu? Onde ela está agora? As interrogações não o deixam em paz e acabam por guiá-lo em uma viagem em busca da esposa desaparecida e de si mesmo.

 

 

Tenho que dizer para vocês que fiquei muito surpresa com o que encontrei, uma escrita leve e fluida (sempre pensei que seria um livro difícil de ler) que me permitiu ler muito rápido e com gosto. Não sei se é o estilo do autor em todas as obras, ou na que escolhi, mas o tom do texto é bem intimista e tudo parece ter acontecido realmente com o autor, dizem que não se pode escrever sem deixar um pouco de nós nas páginas, não é? O que eu senti foi um tom de confissão, de compartilhamento de uma vivência muito única e transformadora.

 

E o amor não é isso mesmo?

 

O autor trouxe reflexões muito pertinentes e que me fizeram ver as coisas de uma outra maneira. O livro em específico fala sobre o amor e a forma como lidamos com ele, o que consideramos felicidade e plenitude em um relacionamento e o que realmente fazemos por nós para sermos felizes. Fiquei muito contente ao encontrar ideias similares às minhas, para não me sentir tão sozinha assim nesse mundo de conformismo e relacionamentos para encher timeline de rede social. E refleti muito sobre os conceitos falados na obra.

 

A gente se vê no outro

 

E continuamos vendo o outro como espelho...

 

Acredito sim que esse tipo de livro não seja de agrado de todos os leitores pelo seu teor mais intimista e que leva à reflexão, sem muitas aventuras ou reviravoltas.

 

E não é assim mesmo?

 

Recomendo a leitura e com certeza vou ir atrás de outras obras.

 

O Zahir - Paulo Coelho - 316 páginas - Editora Rocco

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