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Resenha do livro Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei

06/10/2020 - Taíla Quadros
#autoconhecimento #livro #Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei #Paulo Coelho #resenha

Sinopse:

 

Quando foi publicado, a tiragem inicial de 30 mil exemplares de Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei esgotou em uma semana. Ao mesmo tempo, sua publicação em outros países já era negociada — este livro chegou a ser lançado em mais de quarenta idiomas. Um sucesso inimaginável mesmo considerando que, naquela época, Paulo Coelho já era o nosso autor mais lido internacionalmente.

 

Esta obra narra a história de dois amigos que se separam e voltam a se encontrar onze anos depois. Durante todo esse tempo, muita coisa mudou. Pilar se tornou uma mulher forte e independente e ele se tornou um líder espiritual extremamente carismático, capaz de influenciar multidões.

 

O que para Pilar, a princípio, seria um rápido encontro, se transforma em um novo relacionamento que vai fazer que ambos tenham que enfrentar seus próprios obstáculos interiores. Em um romance que fala de entrega, dor, sofrimento, perdão e esperança, Paulo Coelho nos mostra que o amor é a melhor forma de trilharmos o nosso caminho.

 

Resenha:

 

Mais um livro do Paulo Coelho de vindo de um sebo para a minha coleção. Um romance bem do dolorido, tá aí uma leitura que eu não estava esperando ao ler um livro de Paulo Coelho, que sempre nos leva a viagens para o nosso autoconhecimento. Mas, se formos pensar um pouquinho mais adiante, é sim sobre o nosso interior também.

 

O relacionamento entre Pilar e o seu amigo de infância, não é uma simples retomada. Acompanhamos os personagens em uma jornada para se conhecer, entender o que sentem e, principalmente, se permitir sentir indo além das barreiras da sociedade e das barreiras que nós mesmos nos impomos.

 

Ao longo da leitura fui tendo diferentes sentimentos relacionados aos personagens, pois a gente está esperando as paixões avassaladoras, as atitudes apaixonadas e as resoluções rápidas, mas a vida não é assim, não é mesmo?

 

E foi aí que entendi que sim, Na margem do Rio Piedra pode ser sobre nós sobre o nosso interior e sobre a nossa jornada em busca do amor e da liberdade. Pilar vê o planejamento da sua vida, que estava completamente dentro da caixinha, sendo totalmente abalado. Isso a assusta logo no início, como seria com a gente mesmo. Nem todo mundo está pronto ou querendo sair da sua zona de conforto, a mudança pode ser algo positivo e muita vezes é, mas a nossa primeira reação é resistir para que nada mude.

 

Percebi que muitas vezes queremos que a nossa vida mude e que tudo seja diferente, mas não fazemos nenhum movimento real para que essa mudança aconteça. A agonia que muitas vezes senti pela indecisão e resistência da Pilar, muitas vezes podia ser direcionada a mim mesma e rá Paulo Coelho, mais uma vez nos atinge com as suas obras.

 

Acompanhamos a jornada e as dúvidas da Pilar ao longo da história, toda narrativa corre da sua perspectiva. Os mistérios que ela tenta entender de seu amigo e o quanto ele a levou a conhecer mais sobre a sua própria espiritualidade e a falta de informações sobre ele ao longa da história (vamos descobrindo alguns pontos aos poucos).

 

E sabe, para mim, no fim das contas a jornada é sobre nos conhecermos mais, encontrarmos os nossos deuses interiores, a nossa paz e a nosso amor próprio. E tudo isso dá muito trabalho, muitas vezes precisamos de alguém para nos guiar, nem sempre tudo está claro e é um processo longo e dolorido, mas que lava a alma.

 

Foi assim que me senti lendo Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei, esse choro nos alivia, nos consola e nos mostra que podemos ter gente ao nosso lado na nossa jornada, mas o caminho é todo nosso, o crescimento é individual para vivermos plenamente nesse mundão com o nosso coletivo.

 

No fim, até as histórias de amor escritas por Paulo Coelho são sim sobre a gente, sobre nosso interior e para o nosso crescimento. Não vou dar spoilers do que acontece com esse casal, mas é uma jornada cheia de significados e muito tocante. Recomendadíssimo.

 

Você já leu? Comenta no post o que achou.

 

Leia outras resenhas de livros do autor aqui no blog:

Brida 

O Demônio e a Srta. Prym 

Veronika decide morrer

O Monte Cinco

O Diário de um Mago

O Alquimista

O Zahir

 

 

Sobre o autor:

 

Nascido em 1947, no Rio de Janeiro, Paulo Coelho atuou como dramaturgo, jornalista e compositor, antes de se dedicar à literatura. É considerado um fenômeno literário, com sua obra publicada em mais de 170 países e traduzida para 84 idiomas. Juntos, seus livros já venderam 230 milhões de exemplares em todo o mundo. 

Fonte: Amazon

 

Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei - Paulo Coelho - 236 páginas - Editora Rocco

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